Recomendação de leitura: A língua de Eulália

** abajo del video está este mismo texto en español

Por recomendação de meu amigo Gonzalo Villa Real Rocca estou lendo o livro A LÍNGUA DE EULÁLIA do autor Marcos Bagno.

Explica usando conceitos linguísticos, fonéticos, sociais e culturais de onde vem e por que existem tantas diferencias entre o português formal e o português falado popularmente.
Frequentemente compara o desenvolviemento de vários idiomas derivados do Latim como o espanhol, francês e italiano.
O livro é acessivel para gente (como eu) sem formação especial em línguas, letras ou linguística e está diagramado como uma especie de conto simples para jóvens mas detrás dessa aparente simplicidade explica com clareza coisas como o desaparecimento de certas vocais ou a "des-nasalização" de outras, as transformações de LH em L da E em I e várias outras coisas que quase todos os falantes não-nativos do português sempre nos perguntamos.

Como exemplo, analisa uma canção muito popular brasileira chamada de CUITELINHO (espécie de beija-flor) onde o uso dos plurais está totalmente errado segundo o português formal e explica por que este português não-formal não tem nada de errado e pode ser tão belo e correto como o português padrão.

CUITELINHO
(interpretada entre outros por Milton Nascimento e Nara Leão)

Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espáia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai



Texto en español.
Por recomendación de mi amigo Gonzalo Villa Real Rocca estoy leyendo el libro A LÍNGUA DE EULÁLIA del autor Marcos Bagno (en portugués).

Explica usando conceptos linguísticos, fonéticos, sociales y culturales de donde vienen y por que existen tantas diferencias entre el portugués formal y el portugués hablado popularmente.
Frecuentemente compara el desarrollo de varios idiomas derivados del Latin como el español, frances e italiano.
El libro es accesible para gente (como yo) sin estudios especiales en lenguas, letras o linguística y está diagramado como una especie de cuento simple para jovenes pero detrás de esa aparente simplicidad explica con claridad cosas como la desaparición de ciertas vocales o la "des-nasalización" de otras, las transformaciones de LH en L de la E en I y varias otras cosas que casi todos los no-nativos en portugués siempre nos preguntamos al depararnos con esta lengua.

Como ejemplo, analiza una canció muy popular brasilera llamada de CUITELINHO (espécie de picaflor o colibrí) donde el uso del plural está totalmente errado según el portugués formal y explica porque este portugués no-formal no tiene nada de errado y puede ser tan bello y correcto como el portugués formal.

CUITELINHO
(cantada entre otros por Milton Nascimento y Nara Leão)

Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espáia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai

Traducción libre (vean lo que pasa con los plurales, en el libro está muy bien explicado)

Llegué a la costa del puerto
donde las olas se extiende
Las garza da media vuelta
y sienta en el borde  de la playa
y el colibrí se disgusta
que el botón rosa caiga ai, ai, ai
Cuando vine de mi tierra
despedi a la parentela
entre en el Mato Grosso
y di en tierras paraguayas
Habia revolución
enfrenté fuertes batalla, ai, ai, ai
La nostalgia corta
como acero de navaja
El corazón se aflije
Late
Los ojo se llena de agua
y hasta  la vista se nubla, ai, ai, ai